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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Perder a serenidade é desgovernar a Barca da Vida







Vidência – Eu me via num Templo Chinês.

À minha frente, uma imensa e dourada estátua de Buda, cobria praticamente toda a parede. À frente, descendo um degrau, havia um pedestal e sobre ele uma bola de cristal. Ao lado, sorrindo inocentemente, um velhinho chinês, vestindo um manto amarelo, chamava-me para olhar no cristal.

Tive medo, reconhecia o lugar e o velhinho, mas a memória não indicava de onde. Veio a mensagem na forma de lição:

Serenidade é não perder de vista o equilíbrio interior.

Onde os caroços da insensatez embolem-se, dissolva-os com o uso da meditação.

Onde as ondas revoltosas da raiva agitem-se, acalme-as, com pensamentos de brandura.

Onde o tóxico da tristeza espalhe-se, liberta-o, abrindo as janelas da alma à esperança.

Onde os obstáculos lhe obriguem a mudança de rumo, diante da meta desejada, mobilize as fortes cordas da paciência e da resignação para removê-los.

Quaisquer que sejam as tempestades, exteriores ou interiores, o ancoradouro seguro será sempre aquele, onde vive a fé na imortalidade da alma.

Somos seres viajores do espaço, aqui, temporariamente atracados, mas, com nova rota já traçada para viagens futuras, de acordo com o que realizamos nas viagens anteriores.

Perder a serenidade é desgovernar a barca da vida, que fora do rumo, pode dar em penosos bancos de areia, demorando a dar continuidade na viagem.

O amor é conquista que começa pelo domínio de si próprio, situando cada um no campo de sua serenidade pessoal.

Lee Em Ching

E como o velhinho me parecesse extremamente familiar eu perguntei:

P – Quem é o Senhor?

R – Não se recorda, discípula?

E fazendo algo, me fez ver que fui menina na China, jogada fora pela família aos dois anos. Vivia pelas ruas e certamente estava destinada a morrer. Esse senhor passando pelo lugar me viu e me recolheu ao Mosteiro para viver com ele. Tratou-me como filha e cresci cercada por amor e ensinamentos preciosos.

Tornei-me uma bela jovem e dividia meu tempo entre os estudos e auxilio nos afazeres do Mosteiro. O ambiente era muito sadio e nós éramos felizes.

Acontece que surgiu no Mosteiro um jovem forasteiro. Ele foi acolhido pelos monges com fraternidade; mas, ele me seduziu e eu cedi à paixão. Fugi com ele, abandonando meu protetor e amigo que ficou desgostoso e cheio de saudade.

Quantos séculos se passaram até que eu pudesse aprender sobre gratidão, fidelidade e amor? Será que aprendi?

Perdão meu paizinho, eu deveria ter sido seu amparo na velhice, mas lhe virei as costas.

Perdão.

Ele continuou:

A água toma o gosto do frasco que a carrega.

As mensagens recebem a carga de energia da mente por onde circula.

Lee Em Ching

GESH – 12/04/2013 – Vitória, ES – Brasil