sexta-feira, 8 de abril de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
FIM DO MUNDO E ARREBATAMENTO NA VISÃO ESPÍRITA
posted: 2011-04-04 18:07:59 UTC
O fim do mundo para os espíritas significa o fim do mundo de provas e expiações (um mundo de maldade e ignorância) e o começo do mundo de regeneração (um mundo de pessoas regeneradas), ou seja, nosso planeta está evoluindo. A separação do joio e do trigo já está acontecendo após a nossa desencarnação, ou seja, após o arrebatamento de nosso espírito do corpo físico para o plano espiritual. Lá serão avaliados nossos atos. Todos aqueles que não vacilam em praticar o mal, com o propósito de atender suas ambições, seus vícios, conscientes dos prejuízos que causam, sem nenhum constrangimento, sem nenhum respeito pela vida humana, "Não Herdarão a Terra" como advertiu Jesus, ou seja, não reencarnarão mais na Terra. Os Espíritos que persistirem no mal (OS JOIOS) encarnarão em planetas inferiores, ONDE HAVERÁ CHORO E RANGER DE DENTES, porque lá enfrentarão limitações e dores que funcionarão como lições que ajudarão na eliminação das falhas morais que ainda fazem parte da sua personalidade, até que aprendam a serem mansos e pacíficos, para que suas atitudes sejam dignas de filhos de Deus. Não seremos "escolhidos" por "igrejas", "templos" ou "casas religiosas", mas sim pela conduta moral cristã. Quando a samaritana perguntou para Jesus em que templo ela deveria adorar Deus, Ele respondeu:
"Mulher, crede-me. Virá a hora em que não será nem neste monte, nem em Jerusalém que adorareis o Pai. Deus é espírito e em espírito e verdade é que o devem adorar os que o adoram." Jesus deixa claro que chegaria o dia que nós entenderíamos que Deus está em todos os templos e fora deles também. Que Deus não é propriedade de nenhuma religião. Ele está onde precisam Dele. E para adorá-lo, não precisamos de templos de pedras, basta o nosso templo, que é o nosso espírito, buscando o que é precioso para ele, sem mentiras.
Eis alguns exemplos dos que são "joios":
O seqüestrador que comercializa a vida de suas vítimas; O traficante de drogas que prospera arruinando vidas; O assaltante que não vacila em "apagar" os que se atrevem a esboçar a mais leve reação às suas exigências; O explorador de jovens, que lhes impõe o lamentável comércio do sexo; O profissional que assassina friamente seres indefesos no ventre materno, no tenebroso delito do aborto; O terrorista que mata indiscriminadamente, com o propósito de conseguir seus objetivos em bases de intimidação da sociedade; Os comportamentos delituosos do denominado "colarinho branco", etc. Por outro lado, o progresso do nosso planeta está acontecendo com a ajuda dos Bons (OS TRIGOS). Estes continuarão a reencarnar na Terra, e consequentemente, herdarão um mundo melhor.
Manoel Philomeno de Miranda, conta no livro Transição Planetária, através da mediunidade de Divaldo Franco que: "Antes, porém, de chegar esse momento, a violência, a sensualidade, a abjeção, os escândalos, a corrupção atingirão níveis dantes jamais pensados, alcançando o fundo do poço, enquanto as enfermidades degenerativas, os transtornos bipolares de conduta, as cardiopatias, os cânceres, os vícios e os desvarios sexuais clamarão por paz, pelo retorno à ética, à moral, ao equilíbrio(...)
"Como em toda batalha, momentos difíceis surgirão exigindo equilíbrio e oração fortalecedora, os lutadores (OS TRIGOS) estarão expostos no mundo, incompreendidos, desafiados por serem originais na conduta, por incomodarem os insensatos que, ante a impossibilidade de os igualarem, irão combatê-los, e padecendo diversas ocasiões de profunda e aparente solidão...Nunca, porém, estarão solitários, porque a solidariedade espiritual do Amor estará com eles, vitalizando-os e encorajando-os ao prosseguimento."
Então, cabe a nós escolhermos ser TRIGO ou JOIO.
fonte: Grupo Allan Kardec
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
CHICO XAVIER FALA SOBRE A TRANSIÇÃO PLANETÁRIA
A conversa abaixo foi feita no dia 5 de janeiro de 1954
Pergunta: – Que pode o irmão dizer-nos a respeito do astro que se avizinha, segundo a predição de Ramatís?
Chico Xavier: – Esclarece nosso orientador espiritual que o assunto alusivo à aproximação de um Planeta ou de Planetas, da zona – ou melhor da aura da Terra – deve, naturalmente, basear-se em estudos científicos, que possam saciar a curiosidade construtiva das novas gerações renascentes no mundo.
O problema, desse modo, envolve acurados exames, com a colaboração da ciência e da observação de nossos dias. Razão por que pede ele que não nos detenhamos na expressão física dos acontecimentos que se vizinham, para marcar maiores acontecimentos – acontecimentos esses de natureza espetacular – na transformação do plano em que estamos estagiando, no presente século.
Afirma nosso amigo que o progresso da óptica e das ciências matemáticas, serão portadoras, naturalmente, de ilações, conclusões da mais alta importância para os nossos destinos, no futuro próximo.
Pergunta: – Pode Emmanuel dizer-nos algo a respeito da verticalização do eixo da Terra e das transformações que esta sofrerá, segundo Ramatís?
Chico Xavier: – Afirma nosso Orientador espiritual que não podemos esquecer que a Terra, em sua constituição física, propriamente considerada, possui os seus grandes períodos de atividade e de repouso.
Cada período de atividade e cada período de repouso da MATÉRIA PLANETÁRIA, que hoje representa o alicerce de nossa morada temporária, pode ser calculado, cada um, em duzentos e sessenta mil (260.000) anos. Atravessando o período de repouso da matéria terrestre, a vida se reorganiza, enxameando de novo, nos vários departamentos do Planeta, representando, assim, novos caminhos para a evolução das almas.
Assim sendo, os GRANDES INSTRUTORES da Humanidade, nos PLANOS SUPERIORES, consideram que, desses 260.000 anos de atividade, 60 a 64 mil anos são empregados na reorganização dos pródomos da vida organizada.
Logo em seguida, surge o desenvolvimento das grandes raças que, como grandes quadros, enfeixam assuntos e serviços, que dizem respeito à evolução do espírito domiciliado na Terra.
Assim, depois desses 60 a 64 mil anos de reorganização de nossa Casa Planetária, temos sempre grandes transformações, de 28 em 28 mil anos.
Depois do período dos 64 mil anos, tivemos duas raças na Terra, cujos traços se perderam, por causa de seu primitivismo.
Logo em seguida, podemos considerar a grande raça Lemuriana, como portadora de urna inteligência algo mais avançada, detentora de valores mais altos, nos domínios do espírito.
Após a raça Lemuriana – em seguida aos 28.000 anos de trabalho lemuriano propriamente considerado – chegamos ao grande período da raça Atlântida, era outros 28.000 anos de grandes trabalhos, no qual a inteligência do mundo se elevou de maneira considerável.
Achamo-nos, agora, nos últimos períodos da grande raça Ariana.
Podemos considerar essas raças, como grandes ciclos de serviços, em que somos chamados de mil modos diferentes, em cada ano de nossa permanência na crosta do planeta, ou fora dela, ao aperfeiçoamento espiritual, que é o objetivo de nossas lutas, de nossos problemas, de nossas grandes questões, na esfera de relações, uns para com os outros.
Assim considerando, será mais significativo e mais acertado, para nós, venhamos a estudar a transformação atual da Terra sob um ponto de vida moral, para que o serviço espiritual, confiado às nossas mãos e aos nossos esforços, não se perca em considerações, que podem sofrer grandes alterações, grandes desvios; porque o serviço interpretativo da filosofia e da ciência está invariavelmente subordinado ao Pensamento Divino, cuja grandeza não podemos perscrutar.
Cabe-nos, então, sentir, e, mais ainda, reconhecer, que os fenômenos da vida moderna e as modificações que nosso "habitat" terreal vem apresentando nos indicam a vizinhança de atividades renovadoras, de considerável extensão.
Daí esse afluxo de revelações da vida extra-terrestre, incluindo sobre as cogitações dos homens; esses apelos reiterados, do mundo dos espíritos; essa manifestação ostensiva, daqueles que, supostamente mortos na Terra, são vivos na eternidade, companheiros dos homens em outras faixas vibratórias do campo em que a humanidade evolui.
Toda essa eclosão de notícias, de mensagens, de avisos da vida espiritual, devem significar para o homem, domiciliado na Terra do presente século, a urgência do aproveitamento das lições de JESUS. Elas devera ser apreciadas em si mesmas, e examinadas igualmente no exemplo e no ensinamento de todos aqueles que, em variados setores culturais, políticos e filosóficos do globo – lhe traduzem a vontade divina, que na essência é sempre a nossa jornada para o Supremo Bem.
*Os termos da comunicação obtida em Curitiba (a "Conexão de Profecias", de Ramatís) são de admirável conteúdo para a nossa inteligência, de vez que, realmente, todos os fatos alusivos à evolução da Terra, e referentes a todos os eventos, que se relacionam com a nossa peregrinação para a vida mais alta, estão naturalmente planificados, por aqueles MINISTROS de Nosso Senhor JESUS CRISTO; os quais, de acordo com Ele, estabelecem programas de ação para a COLETIVIDADE PLANETÁRIA, de modo a facilitar-lhe os vôos para a divina ascensão.
Embora, porém, esta mensagem, por isso mesmo, seja digna de nosso melhor apreço, contudo, na experiência de companheiro mais velho, recomenda-nos nosso Orientador Espiritual (Emmanuel) um interesse mais efetivo, para a fixação de valores morais em nossa personalidade terrena, de conformidade com os padrões estabelecidos no Evangelho de nosso Divino Mestre. Porque, para nossa inteligência, os fenômenos renovadores da existência que nos cercam têm qualquer coisa sensacional, de surpreendente, nosso coração de inclinar-se, humilde, diante da Majestade do Senhor, que nos concede tantas oportunidades de trabalho, em nós mesmos, a revelação dos grandes acontecimentos porvindouros; novo soerguimento íntimo, novo modo de ser, a fim de que estejamos realmente habilitados a enfrentar valorosamente as lutas que se avizinham de nós, e preparados para desfrutar a Nova Era que, qual bonança depois da tempestade, facilitará nossos círculos evolutivos.
Será, todavia, muito importante encarecer, que não devemos reclamar, do TERCEIRO MILÊNIO, uma transformação absolutamente radical, nos processos que caracterizam, por enquanto, a nossa vida terrestre.
O prazo de 47 anos é diminuto, para sanar os desequilíbrios morais, de tantos séculos, em que o nosso campo coletivo e individual adquiriu tantos débitos, diante da sabedoria e diante do amor, que incessantemente apelam para nossa alma, no sentido de nos levantarmos, para uma clima mais aprimorado da existência.
Não podemos esquecer, que grandes imensidades territoriais, na América, na África e na Ásia, nos desafiam a capacidade de trabalho. Não podemos olvidar, também, que a Europa, superalfabetizada, se encontra num Karma de débitos clamorosos, à frente da LEI, em doloroso expectação, para o reajuste moral, que Ihe é necessário.
Aqui mesmo, no Brasil, numa nação com capacidade de asilar novecentos (900) milhões de habitantes, em quatrocentos e alguns anos de evolução, mal estamos – os espíritos, encarnados na Terra em que temos a bênção de aprender ou recapitular a lição do Evangelho – mal estamos passando das faixas litorâneas.
Serviços imensos esperam por nossas almas no futuro próximo.
E, se é verdade que devemos aguardar, em nome de Nosso Senhor JESUS CRISTO, condições mais favoráveis para a estabilização da saúde humana, para o acesso mais fácil às fontes da ciência; se nos compete a obrigação de esperar o melhor para o dia de amanhã cabe-nos, igualmente, o dever de não olvidar que, junto desses direitos, responsabilidades constringentes contam conosco, para que o Mundo possa, efetivamente, atender ao programa Divino, através, não somente da superestrutura do pensamento científico – que é hoje um teto brilhante para os serviços de inteligência do mundo – mas também, através de nossos corações, chamados a plasmar uma vida, que seja realmente digna de ser vivida por aqueles que nos sucederão nos tempos duros; entre os quais, naturalmente, milhões de nós os reencarnados de agora, formaremos, de novo, como trabalhadores que voltam para o prosseguimento da tarefa de auto acrisolamento, para a ascensão sublime, que o Senhor nos reserva.
Considerando, assim, a questão sob este prisma, cabe-nos contar com o concurso da ciência, no setor das observações de ordem material; com a evolução dos instrumentos de óptica; com o avanço dos processos de exame, na esfera da QUÍMICA PLANETÁRIA, na qual os mundos podem ser analisados, como ÁTOMOS DA AMPLIDÃO DE UNIVERSOS, que se sucedem uns aos outros, no infinito da Vida.
Será lícito, então, esperar que certas afirmativas, referentes a vida material, se positivem satisfatoriamente, para mais altas concepções da MENTE PLANETÁRIA; de vez que, muito breve, o homem estará ligado à glória da RELIGIÃO CÓSMICA, da Religião do Amor e da Sabedoria, que o CRISTIANISMO RENASCENTE, no Espiritismo de hoje, edificará para a Humanidade, ajustando-a ao concerto de bênçãos, que o grande porvir nos reserva.
Pergunta: – Foi, de fato, há 37.000 anos que submergiu a Atlântida?
Chico Xavier: – Diz nosso Amigo (Emmanuel) que o cálculo é, aproximadamente, certo, considerando-se que as últimas ilhas, que guardavam os remanescentes da civilização atlântida, submergiram, mais ou menos, 9 a 10 mil anos, antes da Grécia de Sócrates.
Pergunta: * – Acha nosso irmão que a Mensagem de Ramatís deva ser divulgada com amplitude?
Chico Xavier: – Diz nosso Orientador que a Mensagem é de elevado teor… E todo trabalho organizado com o respeito, com o carinho e com a dignidade, dentro dos quais essa Mensagem se apresenta, merece a nossa mais ampla consideração, de vez que todos nós, em todos os setores, somos estudiosos, que devemos permutar as nossas experiências e as nossas conclusões para a assimilação do progresso, com mais facilidade em favor de nós mesmos.
* grifo de MCesar
Revista Boa Vontade, Ano 1, n0 4 – Outubro de 1956."
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
EXCERTOS – LIVRO COROLARIUM
EXCERTOS DO LIVRO COROLARIUM
DITADO POR NOSSA SENHORA – MÃE DE JESUS
AO MÉDIUM DIAMANTINO COELHO FERNANDES
A COMUNICAÇÃO NO MUNDO ESPIRITUAL
No plano espiritual a comunicação é mental, uma vez que a palavra, tal qual existe no plano físico, não pode existir no além, por falta dos órgãos articuladores, que pertencem ao corpo físico. No mundo espiritual tudo é pensamento, ao contrário deste mundo terreno onde tudo são palavras. Há por isso toda a conveniência do exercício do pensamento como meio de comunicação. Procurem dizer as coisas mentalmente como se estivessem pronunciando. Procure relatar um ato qualquer por meio do pensamento, com os detalhes necessários, imaginando que o vosso interlocutor apenas perceba o que mentalmente lhe disserdes.
A ALMA
A alma se origina de um quase nada, de simples desejo do Criador em dar vida a novos seres, no inicio de cada um uma simples idéia na Mente Divina. Uma vez a idéia mentalizada, é ela projetada na imensidade do éter universal, onde perdura por milênios de milênios como um átomo em processo de desenvolvimento. Passados os períodos de tempo necessários, a idéia mentalizada pelo Criador adquire luminosidade e se movimenta em busca de crescimento, dentro de suas possibilidades. A idéia foi pouco a pouco adquirindo a consciência de si mesma como ser existente no universo, tratando então de buscar em torno, condições e ambiente que lhe permitam o próprio desenvolvimento. Certamente, a idéia já não está sozinha em seu núcleo de vida. Muitos milhares de outras idéias semelhantes assim convivem, na absoluta ignorância de tudo quanto não fosse ela própria, assim como todas as demais. Com o perpassar dos milênios é a idéia agraciada com o que se pode denominar de: o sopro divino; que é o sopro de vida emanado do Criador, e a idéia se transforma em alma, em toda a simplicidade e pureza.
Uma segunda fase então se manifesta ao longo dos novos milênios de milênios, num processo de crescimento anímico para esse ser pouco mais que imperceptível, durante o qual ele próprio passa a reunir e a absorver do núcleo a que pertence; os elementos constitutivos de que precisa para o seu desenvolvimento anímico. A esta altura, a idéia mentalizada na Mente Divina, já progredida na categoria de ser anímico; passa a viver sua própria vida e a se movimentar segundo as suas possibilidades anímicas. A continuidade dos tempos e a atividade desenvolvida no campo mental da sua existência; granjeiam-lhe novos graus de luminosidade, chegando desta maneira a se constituir no que podemos denominar uma fagulha divina, embora sem qualquer espécie de autonomia no campo mental de sua existência.
Nesta altura de sua constituição, é o ser anímico conduzido à vivencia no plano físico, integrando o núcleo de vidas dos seres mais ínfimos da escala animal, onde peregrina durante milênios, com alternativas de idas e vindas do plano físico ao mental e vice-versa, galgando lentamente os degraus que lhe tiver sido possível galgar dentro do respectivo núcleo de vida. Concluída a escala na qual tiver ingressado, esse ser anímico logra transferir-se a outro setor da vida animal, a fim de despertar e desenvolver o próprio sistema, e conquistar novas aptidões de autodefesa, já então em maior contato com novos elementos de progresso na circunscrição da sua vivência.
Há todo um processo de desenvolvimento anímico enfrentado e percorrido pelo ser até alcançar o reino animal mais desenvolvido, conseguido finalmente ao cabo de uma trajetória tão longa e sofrida, que não é possível traduzir em número de milênios. O certo é, que cumpridas as existências necessárias em meio a todas as vicissitudes da espécie, e que muitas foram para todos os seres, chega o ser anímico a seu tempo à condição de ser espiritual, desprovido, porém, de experiência em todos os setores, necessitando, então, de mergulhar num veículo físico para adquiri-la. Isto equivale a dizer que chegada é a fase em que o sofrimento começa para todas as almas, com o mergulho que se lhes depara num mundo onde a luta constante pouco difere daquelas que tiveram de sustentar em sua vivência puramente animal. Nesse mundo onde ingressa, recebe um veículo de forma humana, é verdade, porém bastante mais grosseiro e rude do que os da Terra, e nesse veiculo a alma aprende a conviver com milhares de outras iguais, em cujo contato se desenvolvem novas aptidões, mercê das lutas que enfrenta para sobreviver. A alma ingressada nesse mundo inferior, porém, não é abandonada. Ela tem a seu lado Guias e Protetores espirituais empenhados em protegê-la contra os percalços, inspirar-lhes idéias necessárias à sua felicidade relativa, e, através dessa inspiração e ajuda, a alma desenvolve preferencialmente a sua faculdade intuitiva da maior utilidade em toda a sua vida ocasional e futura.
A permanência de uma alma nesse mundo bastante primário de vida não obedece a um período determinado de tempo. Em regra, porém, conta-se por doze a quinze mil anos os períodos de vivência das almas primárias nesse mundo, com alternativas de regresso e repouso no Espaço que lhe é próprio. Há, porém, números casos em que almas de tal modo se empenharam na sua vivência nesse plano, que logram alcançar o termo de sua experiência relativa em poucos mais de cinco mil anos. Desenvolvendo empenhadamente várias das aptidões peculiares ao plano físico; muitas almas têm logrado alcançar justas promoções a mundos melhores, mais adiantados, tendo inclusive algumas delas sido trazidas a encarnar na Terra.
Bem verdade é, contudo, que algumas destas aqui se pertubam ante a absoluta liberdade que encontram em sua vivência, e tais distúrbios praticam, que são devolvidas ao mundo donde vieram, provando com isso que não merecem a promoção recebida. E essas almas retiradas da nossa convivência após períodos mais ou menos longos entre nós, não irão, certamente, voltar ao estado de materialidade no qual lá se desenvolveram. Tendo aprendido em suas estadas na Terra muitas coisas que lhes permitirão implantar novidades e descobertas de grande utilidade nesse plano físico de vida primitiva, as almas retiradas da Terra e a ele recambiadas estão aptas a conquistar a admiração e o respeito dos seus contemporâneos. Entre os seres humanos em referência, muitos há de haver que aqui se relacionaram no campo da física e da mecânica, assim como nos transportes e na indústria alimentícia, estando com isso em condições de implantar nesse mundo em que vão reingressar os melhoramentos que puderem recordar nesses setores, o que lhes granjeará a auréola de grandes inventores.
Esta explanação tem o objetivo de fornecer uma idéia do estado de adiantamento em que nos encontramos à esta altura da nossa existência multimilenar, após havermos percorrido os caminhos mais áridos e pedregosos dos quais jamais podemos rememorar. Desde a simples idéia criada na Mente Divina até o nosso estado presente de almas superconscientes como já o somos, responsáveis por todos os nossos atos e pensamentos, capazes inclusive de operar o próprio milagre ao nosso semelhante. Somos nesta altura de nossas vidas, autênticos pequenos deuses, porque realmente o somos. E se assim é, dada a posse das excelentes qualidades e sentimentos que logramos conquistar ao longo dos milênios e milênios passados.
CONSCIEDADE ESPIRITUAL
O homem que alimenta um contato permanente com as Forças superiores se verá tão largamente enriquecido de paz e felicidade em seu coração, que jamais sentirá alguma falta do quanto lhe seja necessário a uma vivência feliz e tranqüila na Terra. Esta é uma lei espiritual que se cumpre em todos os planos do Universo. Cada ser espiritual que se encontra no mundo terreno, representa efetivamente um outro ser completo, portador de todas as qualidades que lhe são inerentes. Ele apenas necessita de desenvolver algumas delas para se tornar cada vez mais dono de si mesmo, até se tornar completamente consciente no Universo. Esse é o objetivo superior que preside à reencarnação de todos os seres espirituais: tornar-se de tal maneira conscientes dentro de si mesmos, que possam chegar – e chegarão inevitavelmente – a tornar-se deuses oniscientes, onipotentes e onipresentes, tais como o verdadeiro Deus que todos veneramos.
Para atingir a tão elevado grau, o homem deve considerar desde já possuidor de todas as qualidades morais necessárias à conquista da sua consciedade espiritual. Iniciem então desde agora a prática mental de que é criatura perfeita na Mente Divina; possuidora de quanto necessite para nela se integrar a seu tempo. O fato de começar a pensar desta maneira, de que de nada necessita do exterior para se tornar dona absoluta de si mesma, a criatura já está iniciando o desenvolvimento de determinadas células que lhes dará esse poder. Pelo desenvolvimento mental de que pode ser e será efetivamente criatura absolutamente consciente no Universo, o homem começará a sentir-se como tal, o que quer dizer que realmente colocou-se nesse caminho.
A propósito do que aí fica, o homem que decidir pôr em prática este principio da consciedade como ser do Universo, sentirá desde logo uma notável modificação tanto de hábitos como de pensamentos. O sentimento de consciedade de cada ser humano passará a operar institivamente a correção de certos hábitos antigos até então inobservados como incovenientes, mas que agora em diante estarão sujeitos ao crivo do Espírito: os que forem incovenientes ou prejudiciais à consciedade desejada do ser humano, o Espírito se encarregará de afastá-los, o que equivalerá à retirada de obstáculos do caminho na direção desta grandiosa meta: a consciedade espiritual, já alcançada por muitos milhões de almas no Universo.
A segunda conseqüência a registrar por quantos se decidem a alcançar a consciedade espiritual, é a que se relaciona com o fator pensamento. Efetivamente, o homem que, compreendendo toda a grandiosidade do exposto, se decidir a alcançar a sua consciedade espiritual, sentirá dentro em pouco que uma força absolutamente nova passou a manifestar-se em si, nas suas vontades, nos seus gostos, nos seus hábitos e também nos seus pensamentos, o que não acontecia antes. A explicação do fenômeno é a seguinte, facilmente compreensível a todos: aqueles que assim se decidirem a empreender o caminho da sua consciedade espiritual, atribuíram com essa decisão uma força nova e pujante ao próprio Espírito, que passou desde então a viver a vida que lhe convém, a vida que realmente veio viver na Terra, que não absolutamente o gozo dos prazeres materiais que em nada contribuem para a felicidade do Espírito. A mente humana passará a admitir então somente pensamentos selecionados pela mente espiritual, afastando dela tudo quanto no campo mental não se harmonize como o objetivo visado pelo ser encarnado na mais perfeita harmonia com a sua Entidade espiritual.
Qualquer um de vós, que decidirdes alcançar a consciedade espiritual, o que vale dizer, preparardes para ingressar dentro em pouco na elevada categoria de Espíritos Superiores, não impede nem cancela as vantagens ou virtudes existentes na prece e na meditação, o que é cultivado empenhadamente como o mais precioso alimento do espírito.
Cultivar a consciedade; cumpre esclarecer, não significa traçar um roteiro de vida em que o homem se desinteresse dos seus companheiros de jornada terrena. Cultivar a consciedade significa, antes, observar e ajudar no que puderem aos semelhantes, sem, entretanto, incorporar a si mesmo as mágoas e as infelicidades que afetem os demais. Devem socorrer os que necessitem de socorro, aconselhar os que necessitem de conselho, minorarem no que puderem, as situações lamentáveis que se depararem, sem se esquecer, contudo; de que a cada um segundo suas obras, ou que cada um virá a colher aquilo que semeia. Não existe na Terra, como de resto em qualquer outro mundo evoluído ou não, infelicidades humanas provocadas por terceiros. Tudo quanto cada ser humano venha a registrar em sua vida, seja de bem ou de mal, de felicidade ou infelicidade, a causa exclusiva de tal fato ou situação, reside no próprio individuo que a sofre ou suporta. O terceiro, no caso, será apenas um agente providencial a deflagrar uma situação ou acontecimento de antemão preparado por aquele que os recebe. É a lei da causa e efeito em plena execução dos seus postulados milenares: aquele que com ferro fere; com ferro será ferido, e nada mais.
Voltando ao assunto consciedade espiritual – para encerrar o capitulo, devo acrescentar aqui um esclarecimento. É por aqueles que decidirem a empreender tal atitude, e a seguirem com verdadeiro amor, tratem de situar-se bem comodamente no solo terreno, porque muito poderá demorar a sua partida de regresso ao plano espiritual. Os noventa e tantos ou até os cem anos poderão decorrer na mais perfeita paz de Espírito na Terra para quantos exercitarem a sério a sua consciedade espiritual. É que a vida, quando vivida mais pelo espírito do que pela matéria, prolonga-se muito mais do que a vivida em contrário. O espírito humano possui poderes de prolongar à sua vontade a vida do corpo que lhe pertence.
fonte: livro: Elucidário
ditado pelo espírito de Paulo de Tarso
psicografado por Diamantino Coelho Fernandes
A Alma
A Alma
Nós todos somos almas, sempre o fomos e sê-lo-emos eternamente. Nossa criação originou-se de uma simples idéia na Mente Divina, tendo nós permanecido milênios de milênios de anos no cosmo, numa inconsciência completa de nossa própria existência, enquanto instintivamente tratávamos de agregar matéria cósmica a simples centelha que éramos então. A certa altura da nossa existência de simples luminosidade no imponderável, recebemos a graça do sopro do criador e então nos tornamos seres imateriais em crescimento na imensidade do cosmo, vivendo uma existência muito semelhante a da própria luz que também ignora a sua existência. Decorreram alguns milhões de milhões de anos durante os quais nos foi permitido a reunião de um mínimo de substância, que nos transladou a determinado plano físico, onde perambulamos novos milênios de milênios de anos até que, tendo percorrido toda a escala de vida a nossa frente; alcançamos a forma humana ainda imperfeita em mundos dos quais todos já perdemos a memória. Chegando por fim ao tipo humano mais perfeito que conhecemos, fomos conduzidos ao planeta terreno, no qual cada um de nós, na altura em que nos encontramos agora, deve ter vivido nunca menos de doze a quinze mil anos de encarnações e encarnações de aprendizado.
A alma é o elemento inteligente em todas as criaturas. Ela é quem constrói o corpo humano desde o ventre materno, o veículo que ela deve usar durante a sua permanência no solo terreno.
Fonte: Livros da Grande Cruzada do Esclarecimento
Psicografados por Diamantino Coelho Fernandes
Autores: Maria de Nazaré, Paulo de Tarso, Apóstolo Tomé
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Mensagem do Apóstolo Tomé
DOZE A QUINZE MIL ENCARNAÇÕES CONTA A HUMANIDADE ATUAL.
DOIS TERÇOS PODERÃO ALCANÇAR NESTE SÉCULO (SEC.XX) SUA REDENÇÃO ESPIRITUAL.
PRATIQUEM OS ENSINAMENTOS DO SENHOR.
CURSO DAS VIBRAÇÕES EMITIDAS NA TERRA.
A humanidade terrena deste fim de século (séc.XX) é constituída de almas que devem contar em média de doze a quinze mil encarnações no solo terreno, onde têm vindo todo esse tempo em busca de luz e progresso espiritual. Esse número de encarnações vividas em todas as regiões do mundo terreno, são mais do que suficientes para que as almas presentemente encarnadas tenham alcançado os conhecimentos e experiências necessários à sua evolução neste mundo terreno. Em matéria de espiritualidade, porém, o progresso por elas alcançado ainda é insuficiente para atingir a ambicionada redenção, fato este reconhecido pelo Senhor Jesus e pelas Forças Superiores. Também é reconhecida a deficiência dos ensinamentos espirituais ministrados na Terra até o séc.XIX, visto como as religiões terrenas circunscreviam os seus ensinamentos a uma linha inteiramente material, incapaz de despertar nos adeptos o interesse pela vida espiritual.
O Senhor Jesus não deseja lamentar que assim tenham decorrido os séculos e milênios que assistiram a numerosas encarnações das almas que ora aqui se encontram, considerando que tudo chega no devido tempo, para o bem de todos os seres humanos. Por isso é que foi determinada no Alto a vinda do Senhor Jesus à Terra, desta vez em Espírito, para impulsionar com Sua palavra, Seus conselhos e ensinamentos, o progresso moral e espiritual. Já foi dito pelo Senhor em mensagem anterior que cerca de dois terços das almas encarnadas neste século (séc.XX), podem alcançar perfeitamente a sua redenção espiritual em relação a esta escola terrena, assim se decidam a aceitar e praticar os ensinamentos trazidos à Terra pelos mensageiros do Senhor, e também pelos que constam destas Mensagens de Jesus. Um pequeno esforço por parte das almas presentemente encarnadas na Terra poderá conferir-lhes aquele grau espiritual tão ambicionado por todas elas quando se encontravam no Alto em preparativos para descer ao solo terreno. Esse esforço - deseja o Senhor esclarecer, não importa em nenhum exercício físico que possa trazer a menor fadiga às almas encarnadas, mas apenas consiste em se voltarem diariamente para a Divindade por meio da oração e meditação na hora de se entregarem ao repouso noturno. Esse é o único esforço necessário às almas que cumprem na atualidade mais uma de suas milionésimas encarnações só no solo terreno, mediante o qual terão em breve, isto é, ao concluírem a sua presente estada na Terra, a agradável surpresa de receberem no mundo espiritual, aquele galardão que o Senhor reserva a todas as almas que tiverem conseguido a sua redenção espiritual. Já referiu igualmente o Senhor, que vai necessitar de muitos milhares de almas devidamente preparadas para servirem de Guias espirituais das almas que no Alto se preparam para descer mais uma vez à Terra, e muito contente ficaria o Senhor em poder contar com as almas que forem regressando desde agora ao mundo espiritual.
Poderá parecer a alguns leitores destas Mensagens que a circunstância de uma alma se voltar diariamente para a Divindade, não possa importar só por si no seu perfeito encaminhamento espiritual. O Senhor Jesus esclarece a propósito que a prece noturna de uma alma a coloca em ligação direta com a Divindade, estabelecendo como que um fio luminoso do seu coração ao coração da Divindade, através da qual passará a receber conselhos e inspiração de que todas as almas necessitam para o bom encaminhamento dos seus passos na Terra. Desta ligação permanente com a Divindade resultará o afastamento de vários escolhos do seu caminho, nele colocados precisamente para levar a alma a apelar a Divindade. Se esse apelo vier sendo feito diariamente na hora do repouso noturno, necessidade não haverá, por conseguinte, dos escolhos que lhe impedirão a marcha tranqüila, havendo então condições de maior bem-estar e felicidade enquanto na Terra. No dia em que a humanidade se capacitar do valor da prece diária à Divindade; certo é que desaparecerão do caminho das almas numerosas dificuldades e obstáculos que tornam a vida menos feliz. Nesse dia a vida terrena será uma continuidade de paz e alegrias, proporcionando a todas as criaturas humanas um grande prazer de viver. Os conselhos e ensinamentos grafados nestas Mensagens do Senhor como objetivo da "Nova Ordem de Jesus", uma vez aceitos e compreendidos pelas almas encarnadas em todas as latitudes da Terra, são suficientes para operar, primeiro, a elevação da categoria dos pensamentos de todos os seres humanos, e em conseqüência, a elevação substancial da vida em todos os setores.
O Senhor Jesus se entristecerá, se alguma das almas encarnadas, isto é, alguns homens e mulheres, dentro do seu livre arbítrio de pensar e agir, vierem a subestimar o valor de tudo quanto o Senhor Jesus mandou enfeixar neste volume, para melhor continuarem a viver uma vida repleta de materialidade para satisfazerem os prazeres do corpo. Isto muito entristeceria o Senhor Jesus, ainda pelo fato de desligar essas almas do conjunto atual da humanidade terrena, por falta das necessárias condições para poderem acompanhar esta onda de vida. Por isso o Senhor Jesus deixa um apelo a essa categoria de almas, esclarecendo-as que não foi essa a disposição demonstrada por elas no mundo espiritual ao se empenharem em conseguir a necessária permissão das Forças Superiores para descerem mais uma vez ao solo terreno. Leiam, pois, e releiam seguidamente os esclarecimentos do Senhor Jesus enfeixados neste volume, na certeza de que a cada nova leitura novas luzes encontrarão na palavra do Senhor. E quando alguma dúvida de interpretação porventura surgir, dirijam um apelo mental ao Senhor e logo receberão o sentido exato da dúvida surgida.
A propósito, o Senhor Jesus deseja esclarecer todas as almas encarnadas acerca da facilidade de que todas dispõem para se dirigirem ao Senhor Jesus, a respeito de quanto possam necessitar para o seu esclarecimento. O Senhor Jesus informa a propósito que o éter que circunda e interpenetra o planeta, constitui ao mesmo tempo um registro dos fatos e acontecimentos verificados no solo terreno, mas igualmente um veículo de comunicações mentais de rara perfeição. Assim, se uma ou mais almas encarnadas tiverem necessidade de um esclarecimento do Senhor Jesus, emitam uma vibração mental nesse sentido, a qual o Senhor Jesus receberá prontamente através do éter, e prontamente a responderá pelo mesmo veiculo em direção à fonte emissora. É através do éter que circunda e interpenetra o planeta, que todas as almas se comunicam, tanto as que vivem no solo terreno, como as desencarnadas no mundo espiritual. Uma vez conhecido o processo deste tipo de comunicação, as almas que nele se exercitarem poderão emitir e receber constantes mensagens do mundo espiritual, com o que tornarão bem mais agradável a sua permanência na carne. O processo em detalhe e o seguinte: Uma alma emite uma vibração mental na Terra – um pensamento – seja em que direção for, tanto a uma alma afim do mundo espiritual, como a uma Entidade protetora, inclusive ao Senhor Jesus, essa vibração encontra nas ondas etéricas o seu perfeito veiculo que a conduz ao ponto mentalizado pela fonte emissora.
O alvo visado pela mente emissora recebe instantaneamente o conteúdo da vibração emitida com a clareza do mais perfeito serviço de comunicações existente na Terra. Recebendo a vibração emitida pela alma encarnada, esta será instantaneamente atendida através das mesmas ondas etéricas; seja ela um pedido de ajuda, de socorro ou de esclarecimento. Por isto o Senhor Jesus declara que atenderá prontamente a todas as almas que necessitem de algum esclarecimento acerca do conteúdo destas mensagens ou de outro assunto que necessite de esclarecimento.
Vede pelo que ai fica, estimados leitores, como o Senhor Jesus, embora investido pelo Pai Celestial da enorme responsabilidade de governar e conduzir perto de dez bilhões de almas em evolução no ciclo terreno, ainda se dispõe a esclarecer individualmente a todas as que para Ele apelarem para algum esclarecimento. E por que faz isto o Senhor? - poderá alguém se lembrar de indagar. O Senhor Jesus esclarece a propósito que isto faz parte da Lei do Amor, a lei que deve inspirar e governar a vida de todas as almas do Universo. E apoiado na lei do amor, por conseguinte, que o Senhor encontra tempo e se dispõe a atender os milhões de pedidos que Lhe sejam dirigidos pelas almas encarnadas para seu melhor esclarecimento. É a lei do amor que une e fortalece os laços de fraternidade em todos os planos do mundo espiritual onde vivem muitos milhões de almas, unindo-as igualmente aquelas que se encontram na Terra. É a lei do amor que leva as Entidades evoluídas a se aproximarem dos enfermos do corpo ou da alma nos hospitais e casas de saúde da Terra, tudo fazendo para minorar-lhes o sofrimento segundo as suas possibilidades. E a lei do amor, ainda que, utiliza-se das preces elevadas pelas almas de boa vontade e caridosas, para amenizar sofrimentos e dificuldades que embaraçam a felicidade, a paz e o bem-estar de todas as almas encarnadas no solo terreno.
Fonte: Livro: Nova Ordem de Jesus
Palavras de luz e amor dirigidas pelo Senhor aos homens e mulheres responsáveis em todo o mundo terreno.
Psicografado por: Diamantino Coelho Fernandes
Ditada pelo Apostolo Tome em 13/11/1971 no Rio de Janeiro-Brasil
O Senhor Jesus deseja tornar Suas Mensagens conhecidas de todas as populações da Terra. Para isso aqui se declara livre o direito de tradução e impressão desta obra em qualquer idioma, com o rigoroso compromisso de nada se alterar do texto, citando-se porem: a fonte. Se traduzido, roga-se enviar o texto para:
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terça-feira, 13 de julho de 2010
Os sinais dos tempos
Ao sair Jesus do templo, disse-lhes um dos seus discípulos: Olha, Mestre, que pedras e que edifícios! Disse-lhe Jesus: Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derribada.
Estando ele sentado no Monte das Oliveiras, defronte do templo, perguntaram-lhe em particular Pedro, Tiago, João e André: Dize-nos quando sucederão estas cousas, e que sinal haverá quando elas estiverem para se cumprir? Então Jesus começou a dizer-lhes: Vede que ninguém vos engane: Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu, e enganarão a muitos.
Quando, porem, ouvires falar de guerras e rumores de guerras, não vos assusteis: porque é necessário que assim aconteça, mas ainda não é o fim. Pois se levantará nação contra nação, e reino contra reino. Haverá terremotos em vários lugares, e haverá fomes: estas cousas são os princípios das dores. Estais vós de sobreaviso; pois vos hão de entregar aos tribunais e sereis açoitados nas sinagogas, e haveis de comparecer diante dos reis e governadores por minha causa, para lhes servir de testemunho. Mas é necessário que primeiro o Evangelho seja pregado a todas as nações. E quando vos conduzirem para vos entregar, não preocupeis com o que haveis de dizer, mas falai o que vos for dado naquela hora, porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo. Um irmão entregará a morte o seu irmão e um pai a seu filho; e os filhos se levantarão contra seus pais e os farão morrer,
Sereis também odiados de todos por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até o fim será salvo.
Quando, porém, virdes a abominação da desolação estar onde não deve, então os que estiverem na Judéia fujam para os montes; o que ser achar no eirado, não desça e nem entre para tirar as cousas de sua casa; e o que estiver no campo, não volte para tomar a sua capa.
Mas ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Rogai que não suceda isso no inverno; porque aqueles dias serão de tribulação, tal qual nunca houve desde o principio da criação por Deus feita até agora, nem haverá jamais. E se o Senhor não abreviasse aqueles dias, ninguém seria salvo; mas por causa dos eleitos, que ele escolheu, os abreviou.
Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-lo acolá! não acrediteis; levantar-se-ão falsos Cristos e falsos profetas, e farão milagres e prodígios, para enganar os eleitos, se possível fôra. Estais vós de sobreviso; de antemão vos tenho dito todas as cousas.
Mas naqueles dias, depois daquela tribulação, o sol escurecerá, a lua não dará mais claridade, as estrelas cairão do céu e as potestades celestes serão abaladas. Então se há de ver o Filho do homem vindo nas nuvens com grande poder e glória. E ele vos enviará os anjos e ajuntará os seus eleitos dos quatro ventos, da extremidade da terra à extremidade do céu. S.Marcos XIII 1 – 27
Este trecho do evangelho proferido, pode-se dizer. na ultima fase da vida de Jesus, é digno do nosso estudo e atenção.
Já o Mestre havia lançado o seu libelo contra os escribas e os fariseus, os cegos, guias de cegos, que erigiam os sepulcros dos profetas a quem seus pais haviam trucidado; aos traficantes das graças de Deus; aos vendilhões dos templos. Ele já havia lamentado Jerusalém, que matavam os profetas e enviados que transpunham suas portas quando, ao chamarem os discípulos para as grandezas do templo, aproveitou-se da oportunidade para proferir perante eles o seu sermão profético, como o chamam os Evangelhos.
Foi nessa ocasião que Jesus deixou luzir aos olhos de seus amoráveis discípulos, os sinais dos tempos que haviam de chegar e as ocorrências que se desenrolariam no mundo, até a iniciação de uma nova fase de vida para a nossa humanidade.
Sem outro exórdio que pudesse desviar a atenção dos quadros, admiráveis painéis por meio dos quais mostrou aos que o cercavam os fatos que se desenrolariam depois de sua passagem para a Espiritualidade, começou Jesus a falar sobre o grande Templo de Jerusalém de cujas suntuosidades erigidas por mãos de homens, não ficariam pedra sobre pedra.
Era este o sinal cujos acontecimentos estavam próximos de se verificar e foi justamente o que se realizou.
Do templo de Jerusalém não ficou pedra sobre pedra, como também não ficará pedra sobre pedra de todos os monumentos que o orgulho, a vaidade e o egoísmo humano edificarem em nome de Deus.
Grande era a missão que cumpria ao Mestre levar a termo, e de retirada do Templo onde ele havia opostrofado os sacerdotes, o Mestre seguira para o Monte das Oliveiras, sitio predileto onde, por varias vezes, tinha se reunido com seus discípulos, mostrando-lhes do alto do pico, cuja vista abrangia extensos horizontes, as belezas da natureza matizada pelos reflexos do Sol.
Sentado na relva, melancólico e pensativo, começou então o Mestre rabino a responder as perguntas daqueles que deveriam apostolar a sua causa, salientando os fatos que assinalariam o fim dos tempos do mundo sacerdotal, que precederia o inicio do mundo espiritual, ou seja, da fase do reinado do espírito sobre a matéria. Tomando como símbolo das grandezas humanas o Templo de Jerusalém, Jesus fez ver a seus discípulos que todas essas pompas luxuosas que adormecem o espírito e aniquilam o sentimento, distraem os homens para os seus deveres para com Deus e o próximo, impedindo as almas de cumprirem os seus deveres evangélicos.
O Mestre já havia também predito os grandes martírios que teria de sofrer, predições que se realizaram à letra, mas que tudo isso era preciso que se cumprisse, e que Ele voltaria ao mundo no tempo da restauração final da sua Palavra. Mas, antes disso, o mundo teria de passar por grandes transformações e a humanidade por grandes sofrimentos.
Perguntando-lhe os discípulos a época em que ocorreriam esses acontecimentos, Jesus começou por ensiná-los a raciocinar, ensinando a discernir os homens e os espíritos, afim de poderem distinguir os tempos preditos.
Cuidado! ninguém vos engane, porque muitos virão em meu nome dizendo: eu sou o Cristo e enganarão a muitos.
Se alguém vos disser: eis aqui o Cristo, ou ei-lo ali, não acrediteis, porque hão de levantar-se falsos Cristos e falsos profetas e mostrarão tais sinais e tais milagres que, se fora possível, enganariam até os escolhidos.
Se disserem que o Cristo está no deserto, não saiais, se disserem que esta no interior da casa, não acrediteis porque assim como o relâmpago sai do Oriente para o Ocidente, assim será a vinda do Filho do homem.
Com essa exposição Jesus fez ver que a sua vinda não seria como daquela vez em que foi crucificado, mas sim, viria em Espírito, presidindo o grande movimento de Espiritualização do mundo, tal como se está verificando sob os auspícios do Espiritismo. Frisou bem os mistificadores que apresentariam Cristos fechados em câmaras e no interior das casas, assim como os que aparecem nos desertos e arrebatam multidões curiosas constituindo redutos de fanáticos.
E foi só depois de bem exaltar o sentimento e o raciocínio de seus discípulos, que o Filho de Deus julgou acertado narrar as dores porque o mundo teria de passar e as lutas que seus seguidores teriam de sustentar na obra da regeneração humana.
Haveis, primeiramente, de ouvir rumores de guerras, mas não vos assusteis, porque não é ainda nessa ocasião que virá o fim, pois levantar-se-ão nação contra nação, reino contra reino, e haverá fome e terremotos em vários lugares, mas tudo isso é o principio das dores.
Esta predição está realizada e continua a se verificar; as guerras que tem assolado ultimamente o planeta não deixam duvidas sobre a realização da previsão. Os ataques contra a palavra apostólica, levando os divulgadores da fé aos tribunais, tem continuado desde os primeiros tempos do Cristianismo.
Desde o tempo de Nero, prosseguindo sempre e estendendo à alçada da igreja de Roma que entregara os hereges ao braço forte para lhes serem infligidos os maiores suplícios, a historia dos inquisidores e da inquisição, quais paginas de sangue na historia da humanidade, deixam ver claramente o cumprimento também desse trecho do Evangelho.
A grande guerra que fez mais de 30 milhões de vitimas, a grande peste que levou outras tantas ou ainda mais; as lutas que fervilham em toda parte do mundo são mais que sinais característicos e preditos pelo Nazareno, do fim dos tempos em que o mundo teria de passar por uma completa reforma.
Jesus acrescentou que, em virtude da iniquidade a que os homens se entregariam, o amor se resfriaria e não haveria caridade; os afetos se extinguiriam e o caráter se abastardaria.
É o que estamos vendo por toda a parte: o luxo, as pompas, a ganância do ouro, o desejo da multiplicação de fortunas; o egoísmo endeusado; e de outro lado, o desprezo para os necessitados, para os enfermos e abandonados.
Em vez de hospitais, erguem-se igrejas; em vez da instrução, constroem-se cadeias, em vez da luz a humanidade veste-se de trevas.
Um dos mais característicos sinais dos tempos, é a pregação do Evangelho, como está escrito: Este Evangelho será pregado pelo mundo todo, então virá o fim. Graças ao Espiritismo, ou seja, aos Espíritos de Verdade, este convite para seguir a Cristo, está se realizando como um aviso amoroso da vinda, em Espírito, de Jesus, que restabelecerá na terra o reinado do Espírito.
A pregação do Evangelho é o machado posto à raiz das arvores infrutíferas; é a exortação à regeneração dos costumes para a espiritualização dos homens.
Outro característico igual é: a abominação da desolação predita pelo profeta Daniel, que se havia de verificar no lugar santo.
É fato bem patente aos olhos de todos que o que os homens chamam de lugar santo é a religião, as igrejas, e não há quem conteste a desolação que lavra na Religião.
O que é atualmente religião? Nada. O que é uma igreja? Um lugar abominável onde se pode encontrar tudo, menos amor a Deus, caridade, amor ao próximo, respeito, moral!
A igreja atual é um ponto de diversão como qualquer outro: um circo, um cinema, um teatro! É uma casa comercial como qualquer outra: é um botequim de festas onde se mercadejam frangos e leitões.
O que é a religião do povo, hoje!
Onde está a fé, a esperança, a caridade, que une, sustenta, ampara e eleva a massa popular? O que há são tráficos de missas, tráficos de batismos, tráficos de casamentos, tráficos de nascimentos e tráficos de mortos. Tudo é mercadoria, tudo se vende na religião do povo, tudo se mercadeja nas igrejas da Babilônia!
A imortalidade e a comunhão das almas e dos santos desapareceu do Credo; o Diabo
venceu a Divindade: o inferno tragou o céu!
Não há crença, não há fé; para a massa do povo tudo termina com a morte; a igreja proclamou – "pulvis es, et in pulveris reverteris: spiritus que vades no redit". O tumulo é a ultima palavra da vida! Eis o sinal certo do fim dos tempos; eis a desolação e a abominação predita por Jesus, imperando no lugar santo.
As ultimas predições do Mestre, exaradas em referido capitulo, versam sobre os fenômenos físicos, os sinais do céu, obscuridade do sol, que consta atualmente de manchas diversas que foram observadas pelos astrônomos, manchas que influem na atmosfera., ocasionando, como lemos diariamente nos jornais, terremotos, tempestades, furacões, inundações.
Todos dizem: o tempo está mudando. De fato, o tempo está mudado e esta mudança foi predita por Jesus há dois mil anos, para assinalar o fim do mundo da carne e o advento do mundo do espírito.
Finalmente, diz o texto: "As estrelas cairão dos ceus e as potestades serão abaladas."
Julgamos que essas estrelas não são senão os Espíritos superiores que viriam tomar parte nessa restauração, mesmo porque só eles serão capazes de abalar as Potestades, os governos civis e religiosos, da terra e do Espaço, que conduziram o homem à degradação em que se acham.
Eles vem ajuntar os escolhidos dos quatro ventos e chamá-los a formar este Reino desejado que pedimos cotidianamente ao Senhor, na prece Dominical.
Vamos concluir, aconselhando o leitor a tomar um lugar nas fileiras do Cristo, porque só assim ficará resguardado dos males futuros que farão ruir o mundo velho com suas paixões, para, removidos os escombros, erguer-se em cada alma uma cátedra onde o Espírito de Verdade possa pontificar.
Mensagem de João Evangelista
Julho de 1873
2ª mensagem de S.João Evangelista
Vedes como os raios do Sol, após uma tempestade, atravessam as negras nuvens que envolvem a Terra e encobrem o horizonte?
Vedes como amaina a tempestade, restabelece-se a calma, recobra-se a esperança, suspiram docemente as brisas, os passarinhos renovam seus melodiosos acentos, e a natureza se reanima?
Assim são as tormentas sociais e as humanas tempestades.
O mundo físico, em suas perturbações e em seus violentos abalos, não pode exceder o limite da lei do seu equilíbrio, que é a lei eterna da sua conservação e das suas necessárias transformações.
Do mesmo modo sucede no mundo moral, ou antes, no universo moral.
A ignorância, as revoltas da razão e da consciência, o fanatismo, as paixões, os interesses e o orgulho, são os ventos que revolvem as sociedades e arrancam à Humanidade o seu repouso.
Não vos perturbeis, porém; o Universo moral segue a sua rota, impelido pela divina lei da perfectibilidade e da purificação – e tudo, de dia a dia, de passo em passo, caminha para o seu providencial destino.
Não penseis que em algum tempo a Humanidade retrocede; ela vacila; porém, em sua vacilação, fortifica-se para avançar com impulso mais vigoroso.
Quão instrutivas e civilizadoras seriam, para o homem, as lições da história, se fosse essa o quadro fiel das vicissitudes humanas e se o homem pudesse abraçá-la em sua universalidade!
Porque, é preciso que o saibais, a vossa história é uma gota d'água no oceano das humanidades que se movem e se desenvolvem nas imensas campinas do infinito, e, mesmo assim, essa gota não chega a vós senão corrompida e adulterada. E tudo é por esse molde. Sempre existe o véu espesso com que cobrem e desfiguram as paixões e os interesses de seita e de partido.
Tudo por este molde; repito, vereis na história confirmado o sucessivo e infinito progresso das sociedades humanas.
E quando chegar, pois chegará, o venturoso dia em que a História Universal se apresentar a vossos olhos, clara, transparente, luminosa, sem véus e sem enfeites, então caireis, tomados de surpresa, aos pés dessa eterna Providência, cuja suprema luz arrancou a Humanidade das tenebrosas imensidades do caos.
S.João Evangelista
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